Neste 2 de abril, celebramos o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. A data foi estabelecida em 2007 pelas Nações Unidas e, desde então, vem sendo celebrado a fim de aumentar a conscientização relacionada a todos os aspectos do transtorno do espectro do autismo (TEA). O TEA é uma condição que afeta a forma como as pessoas se comportam e se comunicam. É uma condição de saúde caracterizada por desafios em habilidades sociais, comportamentos repetitivos, fala e comunicação não-verbal; entretanto, terapias adequadas a cada caso podem auxiliar essas pessoas a melhorar sua relação com o mundo.


Pessoas autistas enfrentam discriminação e obstáculos em diversos setores da sociedade, como saúde, assistência social, educação e emprego. É essencial garantir acesso a informações, orientação e apoio personalizados para que possam superar esses desafios, além de proporcionar oportunidades para explorar interesses, desenvolver habilidades e construir relacionamentos significativos. Valorizar as diferenças e promover a compreensão são passos fundamentais para tornar o mundo mais inclusivo para todos os que vivem com o transtorno do espectro autista.


Em 1999, foi adotada a fita com peças de quebra-cabeças coloridas como sinal universal de conscientização sobre o autismo. As cores representam a diversidade de pessoas e famílias que convivem com o TEA e as cores fortes representam a esperança em relação aos tratamentos e ao acolhimento dessas pessoas pela sociedade em geral.


Comumente, aparece na infância e tende a persistir na adolescência e na idade adulta. Na maioria dos casos, se manifesta nos primeiros 5 anos de vida.


Sintomas:


De acordo com o quadro clínico, os sintomas podem ser divididos em 3 níveis que são definidos pelo grau de suporte que a pessoa necessita: nível 1 (suporte leve), nível 2 (suporte moderado) e nível 3 (suporte elevado).


– Domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite ter uma vida próxima do normal;


– O paciente é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;


– Ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental.


 Tratamento:


Mesmo sendo um transtorno crônico, o autismo conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar. Envolvem a intervenção de médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos, além da imprescindível orientação aos pais ou cuidadores. É altamente recomendado que uma equipe multidisciplinar avalie e desenvolva um programa de intervenção personalizado, pois nenhuma pessoa com autismo é igual a outra.


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que o Brasil pode ter mais de 2 milhões de pessoas com autismo. Em 2012, a Lei nº 12.764/2012, instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, estabelecendo diretrizes para sua consecução e definindo que indivíduos com TEA são consideradas pessoas com deficiência para todos os efeitos legais.


Em 2021, o Ministério da Saúde lançou a Linha de Cuidado para Crianças com Transtorno do Espectro Autista, com o objetivo de organizar os fluxos de cuidados e atenção, orientando sobre promoção, inclusão, tratamento, reabilitação de diferentes níveis de assistência, sistematizando a rede de atenção à pessoa com TEA e favorecendo ações de detecção precoce.


Fonte:


Ministério da Saúde