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Campanha Outubro Rosa atenta para a importância de detecção do câncer de mama em fase inicial, o que eleva para 95% as chances de cura

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O Outubro Rosa é uma campanha que busca conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama, o tipo maligno mais comum entre as mulheres, quando não computados os tumores de pele não melanoma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), as chances de cura são de 95% para casos detectados em fase inicial.

Em 2019 o tema adotado pelo Inca para o Outubro Rosa é “Câncer de mama: juntos, sem medo”. A campanha pretende fortalecer a mensagem sobre a importante dos exames preventivos e desconstruir o medo da doença, mostrando que é possível tratar adequadamente e buscar uma vida melhor.

A estimativa mais recente do instituto aponta que em 2018 surgiram 59,7 mil novos casos da doença no Brasil, uma taxa de incidência de 51,29 casos por cada grupo de 100 mil mulheres. O número equivale a 29,5% de todos os tipos de câncer que afetam as mulheres no país (exceto de pele não melanoma).

Diagnóstico e prevenção
Mulheres com casos de câncer de mama na família devem procurar o diagnóstico a partir dos 35 anos, principalmente se o grau de parentesco for mais próximo (mãe e irmã). Desde 2009, toda mulher tem direito de fazer uma mamografia a partir dos 40 anos, indicam a Sociedade Brasileira de Mastologia e o Colégio Brasileiro de Radiologia. Pacientes acima desta idade devem realizar o exame a cada um ou dois anos, de acordo com recomendação médica.

O fator genético é o mais importante para determinar o surgimento de tumor nas mamas, mas os médicos afirmam que cuidados com a saúde em geral podem ajudar a evitar o câncer. Entre as dicas estão manter uma alimentação saudável, restringindo o consumo de gordura, não fumar, evitar consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a prática regular de atividade física.

Por não apresentar sintomas na fase inicial, a orientação é a realização de mamografia a partir dos 35 anos. O autoexame é importante para identificar alterações, mas não substitui o exame médico – pacientes podem perceber nódulos acima de dois centímetros; um médico identifica caroços de um centímetro; o mamógrafo visualiza estruturas com dois a três milímetros.

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