Casembrapa apresenta dados de equilíbrio financeiro do Plano na Plenária do Sinpaf

Representantes esclareceram dúvidas sobre finanças do plano durante o evento e mostraram que Operadora atingiu superávit após ano atípico

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A situação econômico-financeira da Casembrapa e as ações de gestão para a sustentabilidade da operadora foram o tema de uma apresentação exibida no segundo dia da 20ª Plenária Nacional do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuária (Sinpaf), na manhã desta terça-feira (4). A demonstração, que apontou o equilíbrio das contas da Casembrapa, as reservas da operadora e as medidas que estão sendo tomadas para reduzir custos mantendo excelência de assistência em saúde, ficou a cargo da diretora administrativa do Plano, Márcia Cristina de Faria.

A apresentação fez parte de um debate sobre a atual realidade da Casembrapa e aconteceu no San Marco Hotel, no Setor Hoteleiro Sul de Brasília. Após a explanação dos dados, foram abertas rodadas de perguntas para que os participantes pudessem esclarecer duas dúvidas sobre o plano.

Nesse segundo momento, também responderam pela operadora a gerente técnica da Casembrapa, a médica Rita Vilanova, e a assessora da diretoria executiva, Sara Ando. Estiveram ainda no evento a supervisora de Contabilidade, Liliane Moura, a supervisora de Atendimento, Eliane Alves, e o supervisor de Cadastro, Victor Hugo Feitosa.

Dados Casembrapa
Na primeira parte da apresentação, os líderes de seções sindicais e demais participantes da plenária tiveram acesso aos resultados financeiro e contábil do plano. O balanço contábil (previsão de contas a pagar) mostrou que a operadora saiu de um saldo negativo de R$ 11,8 milhões, em 2017, para um saldo positivo de R$ 26,6 milhões neste ano. Em relação ao balanço financeiro (o que se tem em caixa), o número passou de (-) 12,4 milhões para (+) 29,6 milhões.

“O desempenho em 2017 foi ruim porque tivemos um ano muito atípico, com gastos assistenciais bastante elevados. O reajuste no plano, as ações de gestão promovidas pela diretoria executiva e o ano de 2018 voltando à ‘normalidade’ em relação aos gastos assistenciais, entre outras medidas, fizeram com que pudéssemos reverter a situação e apresentar superávit já em 2018”, afirmou Márcia.

A apresentação prosseguiu com a diretora explicando os fatores que impactam no aumento de gastos da operadora, como a elevação do custo médico-hospitalar. "A variação da inflação médica chega a ser até seis vezes maior do que a inflação geral", disse. A afirmação tem como base números do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de março de 2018 (inflação médica de 16,9%; inflação foi de 2,7% - dados referentes aos últimos 12 meses). 

Outros itens apontados como impactantes são a exigência da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que o reajuste seja de, no mínimo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA); o envelhecimento da carteira de associados; a exigência de cumprimento do novo rol de procedimentos, e os gastos elevados de um número pequeno de beneficiários, este um dos motivos para o desequilíbrio financeiro em 2017.

Redução de custos
O trecho final da apresentação teve a divulgação de ações de gestão que trouxeram economia ao plano. Márcia informou que a negociação direta com prestadores para fornecimento de Órteses, Próteses e Materiais Especiais (OPME) gerou uma redução média de 20% nesses custos.

A realização de auditoria técnica in loco no Distrito Federal foi outra medida importante com resultado positivo. Essa atuação gerou economia de 15% com os gastos de internação. A auditoria nas contas médicas reduziu os custos em cerca de R$ 1 milhão, até o final de 2018.

Outro ponto de destaque foi a distribuição de medicamento oncológico. Com a negociação direta com um fornecedor que oferece os produtos a preços de atacado, a economia foi de cerca de R$ 600 mil em 2018, o equivalente a 34% do valor original.

A Casembrapa também consegue adquirir dietas para pacientes em 'home care' (internação domiciliar) sem que a aquisição seja feita com as próprias empresas de home care. A medida permitiu que a operadora tivesse uma economia de R$ 200 mil em 2018.

Plano forte
Durante o debate, a gerente técnica Rita Vilanova falou aos participantes sobre outra medida que visa a fortalecer a marca Casembrapa e significa redução de custos para o associado e a operadora: usar a carteirinha Casembrapa nos lugares onde também há prestadores que atendem pela rede indireta, seja da Cassi ou da Unimed.

"Queremos que o usuário perceba que, usando a rede credenciada própria, ele não só ajuda a fortalecer a marca Casembrapa, mas também nos dá a oportunidade de participar do cuidado com a saúde dele e assim identificar pontos de melhorias na assistência", declarou a médica.

A assessora Sara Ando respondeu a diversos questionamentos dos associados presentes. Uma das dúvidas foi sobre o Plano de Desligamento Incentivado (PDI) da Embrapa. Sara explicou que o associado que aderir à medida vai poder continuar no plano sem pagar a parte patronal por três anos após o desligamento, observando as regras do programa. Ela lembrou que, mesmo após esse período, manter-se na Casembrapa pode ser mais vantajoso do que ir para um convênio médico de mercado.

“Especialmente pela questão da faixa etária, nós vemos que os planos de mercado praticam preços mais altos, que aumentam com a idade do beneficiário. Esses planos também oferecem os serviços com uma série de restrições, impõem período de carência. Continuar na Casembrapa pode significar ter assistência de qualidade, que ele já conhece, e custar menos”, disse.

Atendimento presencial
O setor de Atendimento da Casembrapa também marcou presença na 20ª Plenária do Sinpaf. A equipe montou um estande para receber associados do plano que queriam obter mais informações, esclarecer dúvidas ou negociar débitos.

“Por sermos um plano de autogestão, a Casembrapa sempre esteve mais perto do seu associado. Essa marca do nosso plano é o que nos fez criar este espaço de atendimento no evento, para poder ouvir os participantes, que vêm de unidades da Embrapa de todo o país”, disse a supervisora de Atendimento, Eliane Alves.

O estande da Casembrapa foi montado na entrada do auditório onde ocorrem as reuniões da Plenária e permanece disponível aos beneficiários até esta quarta (5), último dia do evento.

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