Dia Mundial da Hemofilia: Diagnóstico precoce e tratamento para uma vida normal

Doença é caracterizada pela falta de uma proteína que atua na coagulação, por isso aumenta risco de sangramentos espontâneos

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A hemofilia é uma doença grave que afeta os homens (casos em mulheres são raríssimos). Os portadores deste quadro apresentam falta do fator 8 ou do fator 9 (proteínas que atuam na coagulação), aumentando assim os riscos de sangramentos espontâneos. A Federação Brasileira de Hemofilia estima que 11 mil pessoas tenham esse distúrbio no país. Em casos mais graves, o indivíduo pode sangrar até a morte, caso não haja acompanhamento adequado.

Existem dois tipos de hemofilia. O que diferencia um do outro é o fator de coagulação que a pessoa deixa de produzir naturalmente. Os sintomas mais comuns são sangramentos musculares e nas articulações e hematomas.

Para lembrar sobre a importância do tratamento para essa doença, o dia 17 de abril foi instituído como “Dia Internacional da Hemofilia”, em referência à data de nascimento de Frank Schnabel, hemofílico e fundador da Federação Mundial de Hemofilia. Para 2019, a instituição quer chamar a atenção para o diagnóstico adequado e consequente eficácia no tratamento e mais qualidade de vida ao paciente.

De acordo com o hematologista Rafael de Sá Vasconcelos, a identificação do distúrbio e o início do tratamento logo nos primeiros meses de vida são fundamentais para que a pessoa possa ter uma vida normal. “O diagnóstico precoce e acompanhamento nos centros especializados são de grande necessidade para evitar sequelas futuras”, afirma.

Vasconcelos diz que os primeiros sinais para identificar a patologia é avaliar o histórico familiar e verificar o aparecimento de manchas roxas na criança, a presença de sangue na urina e o sangramento no nariz ou na boca. O tratamento consiste na reposição do fator, é realizado em clínicas especializadas a partir de material fornecido gratuitamente e de forma exclusiva pelo governo. “No centro, a família receberá orientações sobre a importância da adesão ao tratamento e treinamento para usar o fator.”

Também é indicado o acompanhamento fisioterápico e odontológico com profissionais especialistas nos casos de pacientes com hemofilia. Segundo o médico, a medida auxilia a evitar possíveis sangramentos, sequelas e deformidades.

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